"SOU UM LABIRINTO EM BUSCA DE SAÍDA." (Vinícius de Moraes)







domingo, 8 de dezembro de 2013

A GRANDE REVELAÇÃO (ALTEMAR DUTRA)

Abra o link abaixo e ouça o LP “A Grande Revelação”, gravado por Altemar Dutra, em 1963:

 

PLAYLIST: 

Verdade da Vida
Tempo Perdido
Canção de Esperar o Amor
No Azul da Manhã
Roga Por Nós
Quem Foi
Mágoa
Luz Que Não Se Apaga
Contigo

OBSERVAÇÃO:
Esse foi o primeiro disco que eu comprei.
Aí começava minha eterna paixão pela música e, principalmente, pelas letras.

SUMMERTIME (OSCAR PETERSON E JOE PASS)

Abra o link abaixo e ouça a música “Summertime”, composta por Dubose Heyward, George Gershwin e Ira Gershwin, em interpretação conjunta de uma dupla formada pelo guitarrista Joe Pass e o pianista Oscar Peterson:

MEMÓRIAS DO CAFÉ NICE (MILTON CARLOS)

Abra o link abaixo e assista um clipe da música “Memórias do Café Nice”, composição de Artulio Reis e Monalisa, na interpretação de Milton Carlos:



MEMÓRIAS DO CAFÉ NICE

Ai que saudade me dá
Ai que saudade me dá
Do bate-bapo do disse me disse
lá no Café Nice ai, que saudade me dá

Ai que saudade me dá
Ai que saudade me dá
Do bate-bapo do disse me disse
lá no Café Nice ai, que saudade me dá

De Cadilac chegava o Chico Alves
Logo no samba queria entrar
O Ismael só na de pão com manteiga,
esquecia a nega, pra poder ficar
E eu no samba, varava a madrugada
O Café Nice era um pedaço do céu
Num canto batucava João de Barro,
Lamartini, Pixinguinha, Almirante e Noel

(refrão)

...mostrava a carne e o que é que a baiana tem
Ari Barroso no piano, reclamava
que Donga fez um samba que nao é de ninguém
E o Metralha varava a madrugada,
o Café Nice amanhecia em festa
Cartola afinava a viola
que pena que agora a saudade é o que resta

(refrão)

sábado, 7 de dezembro de 2013

PAI DE MEU PAI (FABRÍCIO CARPINEJAR)

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

– Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

– Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

COLETÂNEA DE POLCAS PARAGUAIAS

Abra o link abaixo e ouça uma seleção de polcas paraguaias:



PLAYLIST:
 
01- Pájaro Campana
02- Amor Matogrossense
03- Danza paraguaya
04- Ryguasu kokore
05- El suspiro
06- Llegada
07- Punteada okara
08- Carreta guy - Félix Pérez Cardozo (Polka)
09- Isla saca - Santiago Cortesi (Polka)
10- Rio Confuso - Rogelio Cubilla (Polka)
11- Choli
12- Selección de polkas

Saudades da juventude vivida em Mato Grasso, em um tempo em que o estado era grande e grandioso, por ainda ter não ter caído na cilada dos políticos, que pregaram a divisão como forma de obter vantagens pessoais.
Tantos anos depois, ainda é inesquecível a sensação sentida por aquele jovem, que na ocasião vinha do Rio de Janeiro, deparando-se com uma cultura tão diferente de tudo que havia visto até então.
Essa era a música que escutávamos nos bailes que tivemos o prazer de vivenciar, tantos nos clubes de Cuiabá, quanto em humildes choupanas em fazendas e “arruados” incrustados do magnífico pantanal matogrossense.




CANÇÃO DA AMÉRICA (ELIS REGINA)

Abra o link abaixo e ouça a música “Canção da América”, composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, na interpretação de Elis Ragina:

 

CANÇÃO DA AMÉRICA
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar...

FRENESI (RAY CONNIFF)

Abra o link abaixo e assista um clipe da música "Frenesi" composição de Alberto Domínguez Borrás, na interpretação de uma orquestra regida pelo maestro Ray Conniff:


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

LOVE LETTERS (SINEAD O'CONNOR)

Abra o link abaixo e assista um clipe da música "Love Letters", composição de Victor Young e Edward Heyman, na interpretação de Sinead O'Connor:

 

LOVE LETTERS

Love letters straight from your heart
Keep us so near while apart
I'm not alone in the night
When I can have all the love you writeI memorize every line
And I kiss the name that you sign
And darling then
I read again right from the start
Love letters straight from your heart.(repeat)

CARTAS DE AMOR (tradução livre)

Cartas de amor vindas do seu coração
Nos deixa tão próximos enquanto separados
Eu não estou só na noite
Quando eu posso ter todo o amor que você escreveu Eu decorei cada linha
E eu beijo o nome que você assina
E então querida
eu leio de novo do início
cartas de amor vindas do seu coração.

LOUCURA (JAMELÃO)

Abra o link abaixo e ouça a música “Loucura”, composição de Lupicínio Rodrigues, interpretada por Jamelão: 



LOUCURA 
 
E aí
Eu comecei a cometer loucura
Era um verdadeiro inferno
Uma tortura
O que eu sofria
Por aquele amor
Milhões de diabinhos martelando
O meu pobre coração que agonizando
Já não podia mais de tanta dor
E aí
Eu comecei a cantar verso triste
O mesmo verso que até hoje existe
Na boca triste de algum sofredor
Como é que existe alguém
Que ainda tem coragem de dizer
Que os meus versos não contêm mensagem
São palavras frias, sem nenhum valor
Oh! Deus, será que o senhor não está vendo isso
Então, porque é que o senhor mandou Cristo
Aqui na terra para semear amor
E quando se tem alguém
Que ama de verdade
Serve de riso pra humanidade
É um covarde, um fraco, um sonhador
Se é que hoje tudo está tão diferente
Porque não deixa eu mostrar a essa gente
Que ainda existe o verdadeiro amor
Faça ela voltar de novo pro meu lado
Eu me sujeito a ser sacrificado
Salve seu mundo com minha dor...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NICK BAR (EMÍLIO SANTIAGO E DICK FARNEY)

Abra o link abaixo e ouça a música "Nick Bar", composição de Garoto e José Vasconcelos, na memomorável interpretação de Emílio Santiago e Dick Farney:

 

NICK BAR
 
Foi neste bar pequenino
Onde encontrei meu amor
Noites e noites sozinho
Vivo lembrando uma dor
Todas as juras sentidas
Que o coração já guardou
Hoje são coisas perdidas
Que o eco ouviu e calou
Você partiu e me deixou
Não sei viver sem seu olhar
O que sonhei só me lembrou
Nossos encontros no Nick Bar...